Hoje conheci o Rodrigo, um branquinho
que via sempre descer a rua próxima de minha casa, acredito que voltando da
faculdade. Por muitas vezes sempre nos encontrávamos no mesmo caminho, meu
olhar passava por ele muito rápido meio que perdido e ele passava com fones,
bancos como ele. Não que eu seja racista, mas ele tinha uma pele tão alva e lábios
tão rosados que ficava imaginando como seria beijar aqueles lábios cor da
paixão.
Por alguns dias fiquei o esperando
passar, só para acompanhar seus passos saber onde morava, onde trabalhava ou
até onde estava fazendo faculdade, qual seria a faculdade? O que ele estudava?
Acho que aquela sensação de busca, de descoberta em despertar algo pelo rapaz
de lábios apaixonante que criei uma forma compulsiva de buscar qualquer tipo de
informação sobre o rapaz.
Outro dia navegando pelo meu face,
o encontrei no meio de alguns amigos em comum. Fiquei maravilhado com tamanha coincidência,
logo entrei, busquei algumas informações e nada fora do comum. Seu nome?
RODRIGO aquilo soava em minha boca de tal maneira que fiquei sonhando por vários
dias. Mas como adicioná-lo? Qual seria a desculpa para enviar convites? Resolvi
pedir ajuda a um amigo: Vai lá add o cara e sonda algum tipo de informação
sobre ele.
O tal que se dizia meu amigo foi lá
e adicionou o Rodrigo, logo veio à sensação de ciúme, mas contive na tentativa
de colher aquilo que realmente queria. Passado alguns meses do nada mandei um
convite para ele, o Rodrigo, e para meu deleito rapidamente ele aceitou eu
passei horas saboreando suas fotos e publicações. Um rapaz encantador, suas
pagina denunciava seu trabalho, seus estudos e suas preferidas baladas. Dias depois conversamos um pouco pelo chat do
face, trocamos algumas perguntas coisas básicas de sempre, fiquei tímido, sem
ação confesso que ainda senti tudo tremer e estávamos longe bem longe!
O carinha que era meu amigo logo criou
um confusão na historia, colou para o Rodrigo toda nossa conversa inclusive
quando eu falei que precisava sondar qualquer informação. E o rapaz de lábios
rosados o Rô ficou logo desconfiado, tentei ser o mais verdadeiro e
transparente possível, respondi todas e perguntas e fui também moderando nas
minhas, mas não deu outro à cabeça dele já estava feita, o cara que o adicionou
por primeiro saiu na melhor das informações.
Quando comecei a dizer que hoje
conheci o Rodrigo, é simples verdade do quanto não devemos entregar nossa confiança
a alguém que jamais soube o que é isso. Alguém que jamais sabe o verdadeiro
significado da palavra “amizade”. O deixei totalmente à vontade para me encher
de perguntas, mas quando percebi já foi tarde, foi em vão. O Rô ganhou essa
forma carinhosa de ser chamado pelo carinha que se dizia meu amigo! E acho que
não o encontrarei mais, quando na verdade só queria dizer que daqueles lábios
de cor apaixonantes eu queria poder fazer parte, deixar um beijo e ao
molha-los, beija-los sem fim!
Bjão Rô!


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